realidade virtual arquitetura

Tudo que você precisa saber sobre realidade virtual na arquitetura

A realidade virtual na arquitetura é usada para aproximar e conectar o cliente com o projeto, transformando e aprimorando a experiência. É possível usar esse recurso de diversas formas e em diferentes etapas para criar, cada vez mais, a sensação de imersão. 

Dito isto, nesse conteúdo será abordado as características e benefícios da realidade virtual na arquitetura, bem como recursos necessários para colocar em prática essa metodologia. 

A importância da realidade virtual na arquitetura

Com a transformação digital, a realidade virtual na arquitetura tem ganhado cada vez mais seu espaço como uma das grandes tendências dessa área. Isso porque essa é uma ferramenta que promove a imersão do cliente no projeto, garantindo maior sucesso no resultado final.

Com essa conexão e uma melhor visualização do projeto, há uma redução considerável no número de alterações solicitadas pelo cliente. Isto é possível porque o cliente tem um melhor entendimento do projeto quando há uma visão ampla e mais detalhada. A maioria das alterações de projetos ocorrem apenas por falta de compreensão do cliente. Com a realidade virtual essas dúvidas são solucionadas de forma simples e rápida, aumentando a produtividade.

Os Tours Virtuais 360 oferecem a oportunidade de visualizar os ambientes como um todo. E a Realidade Virtual vai além, ela transmite ao cliente a sensação de estar presente no ambiente virtual, dentro do projeto. O profissional de arquitetura tem a certeza de que está mostrando o que será entregue e o cliente a segurança de receber o que, de fato, está contratando.

A tecnologia permite a personalização do conteúdo imersivo. É possível explorar essas possibilidades e criar apresentações mais interativas, com número maior de detalhes. Assim, é comum a otimização das atividades e até mesmo a remoção de algumas etapas dos processos convencionais.

A experiência transmitida no processo é fundamental na decisão de compra e fidelização de clientes. Somente esta característica já é um argumento suficiente para adoção da tecnologia. Porém, você ainda obtém outros benefícios para o negócio.

O conceito e características da realidade virtual

A realidade virtual é um conceito antigo. Porém, apenas ganhou destaque recentemente com os jogos de computador. Hoje, é utilizada por vários setores e diferentes finalidades. Uma das suas principais características é a reprodução de um ambiente virtual como se fosse real.

A experiência de imersão virtual se torna mais realística quando explora ao máximo os sentidos humanos. Quanto mais sensações for possível estimular, maior será o grau de realismo do ambiente virtual.

De acordo com o livro “Introdução a Realidade Virtual” a imersão e a presença são conceitos completamente ligados a RV. Os autores ainda afirmam que o primeiro é objetivo enquanto o segundo é subjetivo. Para eles, é preciso que um esteja atrelado e interligado ao outro diretamente para que ocorra o sentimento de realismo. 

O livro cita duas definições para caracterizar esse conceito. No entanto, os autores decidiram focar somente na segunda definição. De todo modo, vale destacar as duas aqui. São elas:

“A Realidade Virtual (RV) é, antes de tudo, uma “interface avançada do usuário” para acessar aplicações executadas no computador, tendo como características a visualização de, e movimentação em, ambientes tridimensionais em tempo real e a interação com elementos desse ambiente. Além da visualização em si a experiência do usuário de RV pode ser enriquecida pela estimulação dos demais sentidos como tato e audição”

Realidade Virtual é definida como um ambiente digital gerado computacionalmente que pode ser experienciado de forma interativa como se fosse real”.

O intuito em apontar as duas definições está no objetivo de exemplificar a amplitude desse conceito. Isto é, apesar de concordarem que, em resumo, a realidade virtual nada mais é que um ambiente online que imita a realidade, os autores dessas definições divergem quanto as características de interação e de descrição do conceito. 

Como usar?

Para ter a experiência de imersão é obrigatório o uso dos óculos. Os demais itens são opcionais. Aqui, é preciso ter, também, um hardware que possibilita a participação no ambiente virtual.

Ainda segundo o livro, é possível usar: 

  • Rastreadores;
  • Navegadores 3D; 
  • Luvas eletrônicas;
  • Fones de ouvido;
  • E outros dispositivos de reação e outros mais específicos.

Já para a aplicação em arquitetura e projeto, o livro afirma que essa ferramenta pode ser utilizada para:

  • Projeto de artefatos;
  • Planejamento da obra;
  • Inspeção tridimensional em tempo real;
  • Interação em tempo real; 
  • Decoração de ambientes; 
  • Avaliação acústica.

No entanto, é possível acrescentar outras funções, como na apresentação e visitação do imóvel, idealização e imaginação de cada ambiente e a demonstração do antes e depois do projeto, por exemplo. O importante nesse momento é utilizar essa tecnologia para facilitar os processos diários.

Como aplicá-la no dia a dia

realidade virtual arquitetura

Antes de seguir para a lista, vale destacar que apesar de parecer ser um investimento alto para utilizar essa tecnologia, o ganho é infinitamente maior com os benefícios gerados pela mesma. Além disso, é possível criar alguns tipos de conteúdos imersivos com a ajuda de softwares  que você já utiliza no seu dia a dia.

Então, para aplicar a realidade virtual na arquitetura é necessário seguir os 3 pilares dessa ferramenta no setor. São eles:

Conteúdo imersivo

Essa é a base para utilização da realidade virtual. O conteúdo imersivo corresponde ao ambiente virtual. É o local para onde o cliente é transportado no momento da experiência de imersão

Há diferentes conteúdos digitais, em sua maioria criados para visualização em telas planas. Porém, para uma imersão virtual é preciso que o conteúdo seja criado nos padrões corretos.

Há apenas 3 (três) tipo de conteúdo imersivo:

  • Imagens 360: são imagens que capturam o ambiente como um todo, geralmente em forma de esfera. A partir de um ponto central é possível visualizar o ambiente por todos os lados, em 360 graus. Elas podem ser fotografias capturadas com uma câmera 360, ou imagens 3D renderizadas por softwares de modelagem 3D;
  • Vídeo 360: seguem premissas semelhantes das imagens 360. Podem ser captados por câmeras 360 ou gerados em forma de animação por softwares de modelagem 3D. Os vídeos 360 podem ser criados com o ponto central estático (assim como as imagens 360) ou em movimento, ocorrendo assim um deslocamento de câmera;
  • Projetos 3D: são elaborados exclusivamente por softwares de modelagem 3D. Eles permitem se deslocar por dentro do ambiente, assim como em um jogo.

Aplicativo VR

Podemos dizer que o Aplicativo VR é o “player” da Realidade Virtual. Ele é quem faz a ponte entre o conteúdo imersivo e o óculos de realidade virtual. Sem ele não há como entregar a experiência de imersão.

Eles podem ser aplicativos de celular, softwares instalados em um computador ou até mesmo uma plataforma em nuvem.

Óculos VR

realidade virtual arquitetura

É o equipamento em que o aplicativo VR exibe o conteúdo imersivo. O cliente veste os óculos de realidade virtual para que possa ter a sensação de presença no ambiente virtual.

Há vários modelos de óculos disponíveis no mercado, cada um com suas características e particularidades.

Eles permitem diferentes níveis de imersão. Há modelos que podem ser conectados a um computador, a um celular ou até mesmo aqueles que são independentes, possuindo toda a estrutura necessária para a imersão virtual.

Aqui é possível destacar que há diversos modelos: os mais sofisticados conectados a um computador e os mais acessíveis  e simples que podem ser conectados a um celular, realizando a função da tela. 

Cases de mercado

A arquiteta Greice Bonatti reinventou o seu escritório de arquitetura usando a realidade virtual em 2014, quando essa tecnologia ainda não era muito utilizada no setor. Inclusive, essa era uma ferramenta que só era explorada pelas construtoras.

A profissional conheceu esse método através de uma aula com um de seus professores de MBA. Ele já havia trabalhado com construtoras e afirmou que usava essa ferramenta para vender imóveis à distância, com a visita feita a partir de um projeto 3D.

Quando Greice começou as atividades no seu escritório percebeu haver alguns desafios que precisava enfrentar. Ela afirma que o cliente tinha dificuldade de ter a visão do projeto como um todo e de entender as diferentes texturas, por exemplo. Esse desentendimento gerava revisões desnecessárias.

Os clientes ficam mais felizes com a apresentação em Realidade Virtual e saem da reunião totalmente satisfeitos. Para eles é muito impactante e todos ficam surpresos com a experiência! Ainda são poucos os profissionais de arquitetura que utilizam”.

Ela ainda afirma que os escritórios não precisam de muito investimento em computadores e que aqueles que já renderizam as imagens podem começar a investir nessa tecnologia.

E então?

Esse artigo demonstrou a importância de utilizar a realidade virtual na arquitetura para aperfeiçoar os processos diários e garantir uma maior e melhor experiência do cliente.

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